
No atual e competitivo cenário educacional, além da necessidade de possuírem um diferencial qualitativo, os maiores desafios das escolas são captar novos alunos e manter os atuais. Contudo, infelizmente, muitas instituições só se dão conta deles quando chega o fim do ano letivo.
No que se refere a matrículas, podemos dizer que, após uma análise superficial, identificamos três tipos de escola: as que fazem a diferença, as que seguem “a onda” (observando e copiando o que as líderes fazem) e as que se perguntam: “o que aconteceu”?
Para que nossas escolas não façam parte desse terceiro grupo, temos de compreender que os serviços educacionais são um dos mais duradouros do mercado: eles se prolongam por até 15 anos — se considerarmos o período que compreende a Educação Infantil e o Ensino Médio —, o que nos leva a ter de lidar com as diversas mudanças de expectativa de nossos clientes (pais e alunos) em relação ao que a escola oferece e, como em qualquer outro empreendimento, com o fato de que as pessoas mudam, a sociedade se altera. Portanto, a escola, sem perder sua identidade e sem abrir mão de sua proposta pedagógica, não pode deixar de se aprimorar.
O primeiro passo a ser dado pelas instituições de ensino que desejam sobreviver a longo prazo é a profissionalização de sua gestão. Não podemos tratar nossas escolas como se fossem um empreendimento diferente de empresas ligadas a outros setores, (em meu primeiro artigo, publicado nessa coluna, falo sobre isso). Não podemos permitir que “apagar incêndios” faça parte do nosso estilo de gestão. Não somos bombeiros! Somos parte de uma instituição de ensino, uma empresa do segmento educacional, em que, como em qualquer outra, “apagar incêndios”, recorrentes é sinal de falta de controle. Também não podemos deixar de lembrar da capacidade de trabalho, da vocação e do amor com que a maioria dos gestores educacional dedica-se às suas escolas. Assim, o melhor caminho talvez seja capacitar esses profissionais para utilizarem, de forma eficiente, as ferramentas oferecidas pela Administração. O principal entrave desse processo de profissionalização das escolas é a dificuldade que alguns gestores têm de entender a instituição sob o ponto de vista gerencial. A grande questão é: não podemos perder muito tempo negando essa necessidade.
Analisando tal conjuntura sob o ponto de vista de uma profissional de Marketing, posso afirmar que uma escola, como empresa, oferece o que nenhum outro tipo de organização, atualmente, é capaz de oferecer: ela tem como resultado de sua prestação de serviços um ser humano melhor e mais completo, no que se refere à sua formação acadêmica, pessoal e social. Um resultado duradouro, que poderá ser percebido durante toda a vida do aluno, e que dá à gestão educacional, em contrapartida, uma enorme responsabilidade e um grande trunfo.
22/01/2017
Campanha de matrículas: quem sabe faz a hora, não espera acontecer!
11:51
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